sexta-feira, 17 de junho de 2016

Pré história americana e brasileira

Chegada do homem a América

A  única espécie humana que existiu na América foi o homo sapiens. Isso significa que o homem moderno migrou para o nosso continente depois de ter se desenvolvido na África, na Ásia e na Europa.

Principais teorias sobre a ocupação da América
Teoria Clóvis
Teoria da chegada pelo mar
Teoria das diversas ondas migratórias para a América.

Teoria Clóvis
Na década  de 1930 foram  descobertos artefatos  de pedra entre 15 mil e 12 mil anos  atrás  perto  da cidade  de  Clóvis,  no estado do Novo  México,  nos Estados Unidos.  Os povos  da "Cultura Clóvis" possuíam  traços  físicos  semelhantes  aos  das  populações  asiáticas,  eram  caçadores  e produziam ferramentas de pedra. Teriam vindo da Ásia para a América através do Estreito de Bering (emersa em conseqüência  da  diminuição  do  nível  marinho  produzida  pela  última glaciação) e se espalhado a partir da América do Norte até atingir a América do Sul.




Teoria da chegada pelo mar
A partir do ano de 1970, novas descobertas arqueológicas em outras regiões da América, como em Monte Verve no Chile, Aguazuque e Tequendama na Colômbia, Taima-taima na Venezuela e Lagoa Santa em Minas Gerais, no Brasil, indicam ocupações anteriores a cultura de Clóvis, que chegavam até 14.500 anos atrás (artefatos de pedra com técnicas mais simples que os da Teoria Clóvis). Os restos humanos desses sítios revelam características físicas parecidas com populações da Oceania e da África. O homem teria chegado a América pelo mar, vindo da Oceania e de Ilhas do Oceano Pacífico.


Teoria das diversas ondas migratórias para a América
A terceira teoria é defendida pelo antropólogo e arqueólogo brasileiro Walter Neves, que defende que houve diversas ondas migratórias para a América, ocorridas em datas diferenciadas e compostas por grupos oriundos tanto da Ásia através do Estreito de Bering, quanto da Oceania e da África em migrações pelo Pacífico ou pelo Atlântico.


Pré -história da América
O continente americano estava na pré-história (com diferentes graus de evolução cultural) quando se iniciou  a  conquista  européia,  fora  os  maias  e  os  astecas   nenhum  outro  povo  ameríndio  tinha elaborado uma história escrita. A pré-história americana apresenta algumas  peculiaridades derivadas das condições naturais e climáticas.
Em algumas zonas do México, da América Central e dos  Andes  centrais  e  setentrionais,  começou, entre 5000 e 4000 a.C., um processo de neolitização.  Caracterizou-se  pelo  aparecimento  de  várias fases: formas sistemáticas de coleta de  vegetais;  sedentarização  e  urbanismo  incipiente;  cerâmica, cestaria, tecidos e, finalmente, artefatos de pedra do tipo microlítico e adaptados à economia agrícola (almofarizes,  mãos  de  pilão),  aproveitamento  das  espécies   vegetais   autóctones  (milho,   batata, abóbora, cacau, mandioca, girassol etc.),  empregavam diversas técnicas agrícolas (irrigação, cultivo em  terraços  escalonados,  fertilização),  desenvolvimento  da  criação  de  gado,  o cão, a lhama ou a alpaca.  

A zona meso-americana (México e América Central), desenvolvimento da agricultura, segundo mostram as escavações realizadas em Tamaulipas e no vale de Tehuacán (México), onde foi possível estabelecer uma sucessão cronológica a partir do conjunto de utensílios e da evolução e seleção das plantas cultivadas (fases de Coxcatlán, Abejas, Purrón, Coatepec).



Na zona andina (do Equador ao centro do Chile, incluindo parte do Peru e da Bolívia), a evolução foi mais lenta por causa do isolamento entre os vales e entre o litoral e a cordilheira;  o desenvolvimento da agricultura e da sociedade urbana constituiu o ponto de partida para o florescimento das grandes culturas e civilizações que se sucederam do segundo milênio antes da era cristã até a conquista espanhola. Os povos que ocuparam o México e Peru, organizaram Estados, hierarquia de classes sociais, organização pública de serviços, clero profissional e especialistas de todos os trabalhos, desde manufatura até comércio, administração e governo.


As tribos das áreas desérticas, frias (como os esquimós) e regiões que não estimulavam o extrativismo e a agricultura, praticavam a caça e a coleta de recursos naturais. No oeste dos Estados Unidos e no México, a tradição do deserto, da qual deriva a cultura cochise  esta última, desenvolvida a partir de 6000 a.C., fundamentada na caça menor e na coleta, apresenta vestígios do paleolítico inferior (artefatos líticos). No sudoeste norte-americano, como continuação da tradição do deserto e da cultura cochise, as culturas hohokan, mogollon e anasazi (pueblo),  substituíram progressivamente a atividade caçadora e coletora por uma economia de tipo agrícola, com cerâmica e construções arquitetônicas. A partir dessa zona, a agricultura se estendeu para o leste, onde se destacam as culturas old copper (nos Grandes Lagos) e Adena (Ohio), conhecedoras de uma metalurgia rústica do cobre, e mais tarde a Hopewell (Illinois), com grandes povoados.


No sul da América destacam-se os povos caraíbas, tupis e guaranis, dos planaltos e planícies do Amazonas e do Orinoco (com grandes ocas comunitárias), além dos araucanos do Chile (norte e centro) e dos pampas norte-ocidentais da Argentina, cuja cultura se beneficiou do contato com a área andina. Na floresta Amazônica, nasceu uma civilização nas margens de rios, alimentando-se de peixes, tartarugas e do cultivo da mandioca brava. vários povos se mantiveram num.  Índios do planalto brasileiro e das selvas amazônicas  mantiveram  um estágio cultural primitivo com armas fabricadas com bambu, espinhos ou madeira e a coleta de moluscos, como atestam os depósitos de conchas (sambaquis) encontrados em diversas zonas litorâneas.




Pré-história Brasileira


Os povos que viviam no território brasileiro antes da chegada dos portugueses não deixaram registros escrito por isto para reconstruir este período utilizam-se restos de artefatos, pinturas rupestres e os sambaquis. O pesquisador dinamarquês Peter Wilhelm Lund, na região de Lagoa Santa (MG) desenvolveu uma série de escavações, entre 1834 e 1880 onde encontrou vários vestígios dos paleoíndios (até hoje continuam escavando esqueletos e registros). Entre 1880 e 1900 outro grupo de pesquisadores fez escavações na Amazônia, oferecendo descobertas para o estudo do passado brasileiro. A partir daí, a arqueologia se espalhou pelo território do Brasil, promovendo pesquisas e escavações em diversas regiões.


Ocupação do território
Os homens pré-históricos brasileiros são os ancestrais dos índios que habitam até hoje nosso país. O Brasil teria sido ocupado há 60 mil anos e as correntes migratórias teriam feito com que o território fosse ocupado por diferentes comunidades há 12 mil anos. O fóssil humano mais antigo que se tem registro no Brasil e da América é de Luzia, encontrada na região de Lagoa Santa (MG). Entre 12 mil e 4 mil anos atrás, houve outra fase de ocupação humana no Brasil. É um período que passou por grandes alterações climáticas, inicio da prática da agricultura e fornece muitos vestígios da vida humana espalhados por todo o território nacional. Entre 4 mil anos atrás e a chegada de Pedro Álvares Cabral, registra-se uma agricultura difundida e o uso da cerâmica (já era utilizada anteriormente na região amazônica). Os arqueólogos dividem a ocupação da Amazônia em períodos diferentes considerando um pré-cerâmico (entre 12 mil e 3 mil anos atrás), um período cerâmico incipiente (entre 3 mil e mil anos antes de Cristo) e um período de cacicados completos (entre mil antes de Cristo e a chegada dos portugueses).


Vestígios 
Existem atualmente vários sítios arqueológicos pré-históricos sendo estudados no Brasil. Destaque para os que ficam no interior do Piauí, na região de São Raimundo Nonato. Pesquisas coordenadas pela arqueóloga Niède Guidon, encontraram ossos de animais pré-históricos, artefatos de cerâmica, fragmentos de fogueira, machados de pedra e pinturas rupestres.



Destaque também para o sítio arqueológico da Caverna da Pedra Pintada, no município de Monte Alegre (margem do rio Amazonas). Pesquisas realizadas na década de 1990 revelaram através dos vestígios de fogueiras, pedaços de objetos de cerâmica, pinturas rupestre e pontas de lanças de pedra a vida de grupos humanos pré-históricos que habitaram a região por volta de 11 mil anos atrás.



Os sambaquis: formados durantes milhares de anos, através do acúmulo de conchas e resíduos descartados pelos homens. Entre uma camada e outra de conchas, encontram-se artefatos, ossos e diversos tipos de objetos pré-históricos de diferentes grupos humanos que habitaram uma mesma região.



Regiões habitadas
Os homens da Pré-história espalharam-se por diversas áreas do território brasileiro. As descobertas arqueológicas apontam para grupos humanos que viveram em regiões da Amazônia, Piauí, litoral (principalmente dos estados de SP, SC, RJ e ES), região de Lagoa Santa (interior de Minas Gerais).

A vida do homem pré-histórico no Brasil
Com base nas descobertas arqueológicas e estudos realizados, podemos ter uma ideia sobre como era a vida neste período no Brasil:
- Viviam da caça, pesca e coleta de frutos,  na região litorânea  comiam também frutos do mar. Para caçar usavam machados e lanças de madeira com pontas de pedra afiadas. 
- Usavam o fogo para cozinhar alimentos e para se protegerem dos animais.
- Nas regiões interiores habitavam cavernas, no litoral brasileiro fabricavam cabanas de madeira e palha.
- Fabricavam recipientes de cerâmica para armazenar grãos e água.
- Faziam pinturas rupestres (em paredes de cavernas) com sangue de animais, carvão e minerais misturados em água. Representavam caça de animais, rituais, danças, contagem de objetos e outras atividades cotidianas. A arte rupestre é uma das principais fontes de pesquisa da Pré-história no Brasil.
- Viviam em grupos (grandes famílias) com divisão de tarefas entre homens e mulheres. Os homens se dedicavam à caça, pesca e proteção do grupo e as mulheres cuidavam das crianças e preparavam o alimento.
- Algumas comunidades enterravam os mortos próximos aos locais onde moravam e praticavam  rituais funerários (ligados à morte).
- Em função das dificuldades da vida, doenças, ataques de animais e péssimas condições de higiene, as pessoas viviam pouco (expectativa de vida entre 25 e 30 anos).
- Preferiam regiões próximas a rios e lagos devido a facilidade para obter água.

Referências:
http://www.suapesquisa.com/prehistoria/pre_historia_brasil.htm
http://www.lagoasanta.com.br/homem/0810m000.jpg
http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/pre-historia-brasileira/
http://cdn.c.photoshelter.com/img-get2/I0000e1wcYiFT444/fit=1000x750/01d0307-4092.jpg
http://www.coladaweb.com/historia/pre-historia-da-america
http://s2.glbimg.com/5ykPGF01_GodU1XO5jtdXQQa4wg=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/06/03/dsc00944.jpg
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/como-homem-chegou-america.htm
http://www.estudopratico.com.br/chegada-do-homem-na-america/

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

História dos povos pré-letrados ou povos ágrafos (Pré - história)

É uma área interdisciplinar que estuda temas como o surgimento dos hominídeos e as primeiras organizações sociais. A “História” didaticamente tem seu início com o aparecimento das primeiras civilizações  e da escrita, a Pré-História corresponderia ao período anterior ou seja antes da escrita e anterior a própria história. Porém as pinturas rupestres (os desenhos deixados  nas cavernas), os vestígios de utensílios e de ferramentas dão  ao historiador  uma ideia do que aqueles homens faziam, como pensavam,  como eles viviam,  comiam,  caçavam e faziam fogueiras. Por isto atualmente muitos estudiosos preferem chamar a Pré-História de História dos povos pré-letrados ou povos ágrafos, isto é, História dos povos que não sabiam escrever.


A historia dos povos pré-letrados ou povos ágrafos (ou Pré-História) é uma área do conhecimento partilhada entre várias disciplinas como arqueologia, antropologia e  biologia (especialmente a Paleontologia). Os gêneros de hominídeos variaram em alguns seguimentos principais e sua temporalidade, por exemplo os hominídeos mais antigos são do gênero Ardipithecus  e Austrolopithecus. Os hominídeos eram caçadores, coletores e nômades (não se fixam em um lugar).



Divisão da história dos povos pré-letrados ou povos ágrafos ( ou da Pré-história)


Arqueologia e a história utilizam os sistemas de datação (como o do Carbono 14 e da termoluminescência) e o grau de domínio da tecnologia rústica (uso de artefatos de pedra, madeira, pedaços de osso, cerâmica ... ) para dividir a ação dos hominídeos nas seguintes fases: o Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada, e o Neolítico, ou Idade da Pedra Polida.  A Idade dos Metais ( 6 a 5 mil anos atrás),  o homem passou a ter um pleno domínio do fogo e começou a fazer a fusão de metais coincide com o aparecimento das primeiras civilizações.


Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada

Se estendeu da origem do homem até aproximadamente 10.000 a.C.,  cerca de três milhões de anos. O ser humano habitava cavernas ou reentrâncias de rochas, caçava animais, pescava e coletava frutos, sementes e raízes. Era nômade quando acabavam os alimentos da região em que habitavam, as famílias tinham que migrar para uma outra região.



Vivia em bandos dividindo espaço e tarefas e vestia peles e couros dos animais que abatia, descobriu o fogo (500 mil anos da queda de raios depois pelo atrito de pedras e madeira) utilizado para espantar animais, aquecer e cozinhar alimentos.



O bens de produção eram de uso e propriedade coletivas, confeccionavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedras lascadas, pedaços de ossos e dentes de animais.



Comunicava-se com uma linguagem baseada em sons (sem  palavras), as pinturas rupestres (encontradas em cavernas como as de Altamira - Espanha, de Lascaux - França e do município de São Raimundo Nonato, no Piauí - Brasil), eram utilizadas para troca de ideias, demonstrar sentimentos e preocupações. Vestia peles e couros dos animais que abatiam.

Neolítico ou Idade da Pedra Polida

Inicia em mais ou menos 10.000 a.C. e se prolongou até mais ou menos 5.000 a.C.  Os humanos aprenderam a domesticar os animais, a praticar a agricultura (cultivar os alimentos) e a dominar a técnica de polir a pedra para a fabricação de instrumentos.



Já não precisavam mais mudar-se constantemente para encontrar comida e  tornando-se sedentários (ficavam um longo tempo em um mesmo lugar esperando a hora de colher os vegetais que haviam plantado). Passaram a se dedicar a outras atividades como a construção de casas, o trabalho com o barro e a argila, a fabricação de cestos, tecidos e  ferramentas.


Idade dos Metais

De cerca de 5.000 a.C. até por volta de 4.000 a.C,  descoberta da técnica para a fabricação de diversos utensílios com metais, primeiro foi o cobre depois  o homem aprendeu a misturá-lo ao estanho para obter o bronze mais resistente, mais tarde passou a utilizar o ferro.


As aldeias de agricultores transformaram-se em núcleos urbanos com a autoridade política de um chefe. As primeiras cidades nasceram no Oriente Médio. Biblos, no atual Líbano ( a mais antiga) e Çatal Hüyük ( há 7.000 anos), onde cultivavam trigo, cevada, ervilha, produziam cerveja, caçavam, criavam ovelhas e gado (para alimentação e vestimentas), desenvolveram o artesanato e a fabricação de jóias.



Evolução do Homem na Pré-história (principais espécies)


Referências:
http://www.suapesquisa.com/prehistoria/
http://www.brasilescola.com/historiag/pre-historia.htm
http://www.sohistoria.com.br/ef2/periodos/
http://www.sohistoria.com.br/ef2/periodos/p2.php
http://clikaki.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Evolu%C3%A7%C3%A3o-do-Ser-Humano.jpg

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Introdução á História

Conceito de História: é a ciência que estuda as mudanças, os processos de transformações, os pensamentos, sistema e fatos pelos quais a humanidade passou e contribuíram para  compreender o presente.



Termo História:
Os gregos utilizavam os termos: "historie" que significa "Conhecimento através da Investigação";  e "histor" que significava aquele que apreende pelo olhar, que testemunha, aquele que testemunhou os acontecimentos com os próprios olhos acontecimentos.
"História" ("seu" "oren +") significava apreender com o olhar aquilo que se sucede, ou seja, testemunha os acontecimentos - uma realidade. 
Como Heródoto deu o título de histórias ao resultado de suas pesquisas acerca das Guerras Médicas, o termo assumiu o sentido de busca do conhecimento das coisas humanas, o saber histórico.


Sentidos da Palavra História: 
- Realidade histórica: conjunto dos fenômenos pelos quais se manifestou ou se manifestará a vida da humanidade, uma realidade objetiva do movimento do mundo e das coisas.
- Conhecimento histórico: a observação da realidade subjetiva pelo historiador.
- Obra histórica: o registro escrito da observação da realidade feita pelo historiador.


Agente da história:  o  Homem.



Cultura: conjunto das diversas formas naturais e espirituais com que os indivíduos de um grupo convivem, atuam e se comunicam e cuja experiência coletiva pode ser transmitida através de vias simbólicas para a geração seguinte.    O homem produz cultura cria objetos e ideias de acordo com suas necessidades de sobrevivência.

Cultura da Índia

Fontes Históricas:  são os diferentes vestígios que o historiador utiliza para reconstruir a história. Existem diferentes tipos de fontes entre elas:
Arqueológicas (materiais): restos de animais, instrumentos, utensílios, fósseis, construções, ruínas de templos, palácios e túmulos, esculturas, pinturas, cerâmicas, moedas, medalhas, armas...


Iconográficas (visuais): informações presentes nas pinturas, fotos, quadros, gravuras, filmes, desenhos, charges ... 


Orais: depoimentos, tradições, lendas, mitos, fábulas, narrações poéticas, canções populares...

 

Escritas: mapas, certidões de nascimento, testamentos, jornais, revistas, livros, códigos, decretos, tratados, constituições, leis, editais, relatórios, registros civis, memórias, crônicas...


Fato histórico: acontecimento registrado por suas causas e consequências e sua importância num contexto histórico.


Ciências Relacionadas Ao Estudo da História:
Ciências Humanas:    ciências que tem o ser humano como seu objeto de estudo ou foco. Nelas o homem é estudo como individuo ou como ser social. A história esta dentro da área das Ciências Humanas assim como a filosofia, a sociologia e a geografia entre outras.


Abaixo seguem algumas Ciências Humanas e Ciências que auxiliam no Estudo da História:
- Sociologia: estuda o homem em sociedade.
- Geografia: estuda a superfície da terra seu aspecto físico e humano.
- Filosofia: indaga Sobre a Natureza do mundo e do homem.
- Economia: estuda os meios de produção, distribuição, consumo e circulação da riqueza.
- Antropologia: estuda o homem seu aspecto biológico e cultural.
- Arqueologia: estuda culturas extintas.
- Paleontologia: estuda os fósseis.
- Cronologia:  estuda a localização no tempo dos fatos.
- Paleografia:   estuda os escritos antigos em materiais leves.
- Epigrafia:  estuda os escritos antigos em materiais pesados.
- Heráldica:  estuda os brasões, escudos e insígnias.
- Numismática: estuda as moedas.

Para que serve a História:  para dar consciência aos homens do seu poder de transformar a realidade.



Estudo da História:  Conceitos - historiografia (conjunto de técnicas e de métodos utilizados para descrever acontecidos e feitos históricos), historiologia (explicações e teorias de como, por que e em que medida acontecem os feitos históricos) e a História por si só ( eventos acontecidos realmente). Enfoques do estudo da história: Clássico (considera  a história como o período que começa com o aparecimento da escrita) e o multiculturalista (estabelece a história e o período reconstruído através do  relato fiel dos acontecimentos que afetam uma sociedade humana).



Tempo: a cronologia é o estudo do tempo, através dela o homem aprendeu a controlar e organizar sua via e sua atividade. Tipos de tempo:
Cronológico: tempo contado nos calendários, medido pelos relógios, passagem natural do tempo.


Geológico: registro das mudanças ocorridas na crosta terrestre. O tempo geológico está dividido em eras, períodos e épocas determinadas através do registro de acontecimentos preservados nas camadas de rochas e nos fósseis nelas encontrados.

Histórico:  relacionado as mudanças ocorridas nas sociedades humanas levando em consideração os eventos de curta e longa duração. Seus agentes são os grupos humanos que provocam mudanças e são modificados por elas. O tempo histórico não é prisioneiro do tempo cronológico o historiador pode ir e voltar no tempo para compreender um evento suas origens e seus desdobramentos.



Contagem do Tempo: varia conforme as crenças, culturas e costumes. Para os cristãos "a história da humanidade" começa a partir do nascimento de Jesus Cristo (marco mais importante do cristianismo), atualmente a maioria dos povos do mundo utilizam este calendário. O ano de 2015 por exemplo é a soma dos anos que se passaram após o nascimento de Jesus Cristo e não o tempo o tempo que se passou desde o aparecimento do homem na Terra (cerca de 4 milhões de anos). Como este calendário tem como ponto de partida o nascimento de Cristo os anos anteriores a este fato são escritos acrecidos das letras a.C.(antes de Cristo - exemplo 127 a.C.) e os anos posteriores são escritos seguidos das letras d.C. (depois de Cristo - exemplo 127 d.C.) ou sem nenhuma letra (exemplo 127). Além disto é preciso levar em conta algumas medidas de ritmo de tempo como:
hora: 60 minutos
dia: 24 horas
semana: 7 dias
mês: 30 dias ( alguns meses possuem 31 dias e o mês de fevereiro pode variar de 28 á 29 dias - isto no calendário cristão).
ano: 12 meses
biênio: 2 anos (bienal)
triênio:  3 anos
quinquênio: 5 anos
década: 10 anos
século: 100 anos
milênio: 1.000 anos
Semana:  duração aproximadamente igual a de uma fase da lua. Derivada da astrologia, tinha os dias atribuídos aos planetas conhecidos. A semana judaica é instituída no Gênesis, quando o Senhor trabalha por seis dias e descansa no sétimo. Para os hebreus, ela termina no sabath, nosso sábado. Os romanos adotaram a semana astrológica, atribuindo os dias a seus próprios deuses astros: Sol, Luna, Mars, Mercurius, Jupiter, Venus e Saturnus. No latim eclesiástico da Roma cristã, com o intuito de eliminar os deuses pagãos do calendário, os astros foram substituídos por feiras. Prima feria no lugar de dias Solis, secunda feria no de dies Lunes, tertia feria em lugar de dies Martis, e assim por diante, numa semana que se iniciava ao findar o sabath. O Imperador Constantino, ao efetuar alterações no calendário em 321 d.C., considerou que a ressurreição de Cristo teria ocorrido num domingo, determinando a transferência do equivalente cristão do sabath judaico para o domingo, Dominicum, tornado dia do Senhor, eliminando-se a prima feria. O nome dos dias da semana na língua portuguesa originaram-se do latim eclesiástico. Outras línguas latinas evoluíram à partir do latim vulgar, mantendo a origem astrológica: o die Lunis, dia da lua, segunda-feira, tornou-se lundi, no francês, lunes no espanhol, lunedi no italiano. Na semana anglo-saxã, os deuses planetas são oriundos da mitologia nórdica, Sun, Moon, Tiw, Woden, Thor, Freya e Saturn.
Nomes dos meses do ano: Janeiro - homenagem a Jano, deus de duas faces, uma voltada para a frente e outra para trás. Protetor das entradas e saídas, ele era considerado também deus dos princípios e começos - como a primeira hora do dia e o primeiro mês do ano. Fevereiro - referência ao festival celebrado nessa época do ano, em Roma, chamado Februália, ou Purificação - ocasião em que eram oferecidos sacrifícios aos mortos, para apaziguá-los. Março - dedicado a Marte, deus da guerra. Nesse mês - o primeiro do ano antes da reforma feita por Pompílio -, escudos sagrados eram levados pelos sacerdotes em volta da cidade, em homenagem à divindade. Abril - Existem duas hipóteses. A primeira diz que o nome seria uma homenagem a Afrodite, deusa do amor, a quem o mês é consagrado. A segunda afirma que ele seria derivado da palavra latina aperire, referência à abertura das flores, já que, nesse período, é primavera no hemisfério norte. Maio - deusa responsável pelo crescimento das plantas e mãe de Mercúrio, Maia era a divindade celebrada nessa época do ano. Junho- deusa do casamento e do parto, Juno era considerada a protetora das mulheres, especialmente das esposas legítimas. Julho - inicialmente chamado de Quintilis, por ser o quinto mês, foi rebatizado em homenagem ao imperador Júlio César, em 44 a.C. Agosto - nome original Sextilis foi substituído, em 8 d.C., para homenagear o imperador César Augusto, que reformou a estrutura de governo do Império Romano, além de somar a ele novos territórios. Setembro - vem do latim septem, ou sete. Esse era o sétimo mês do primeiro calendário romano, antes da reforma de Pompílio. Outubro - do latim octo, ou oito. Era o oitavo mês antes da reforma de Pompílio. Novembro -  do latim novem. Dezembro - do latim decem, ou dez. Era o décimo e último mês do primeiro calendário romano.



Estações do Ano: Hemisfério Sul - Verão - Início dia 22 de Dezembro; Outono - Início dia 21 de Março; Inverno - Início dia 21 de Junho; Primavera - Início 23 de Setembro. Hemisfério Norte - Inverno - Início dia 22 de Dezembro; Primavera - Início dia 21 de Março; Verão - Início dia 21 de Junho; Outono - Início 23 de Setembro.

Tipos de calendários:
Calendário lunar : surgiu entre os povos de vida nômade ou pastoril. Baseia-se nas fases da Lua, o dia começa com o pôr-do-sol; o ano é composto de 12 lunações de 29 dias e 12 horas (meses de 29 e 30 dias intercalados)  num total de 354 ou 355 dias. A defasagem de 11 dias em relação aos anos solares de  365 dias corrigida pela inclusão de um mês extra periodicamente. Precisa ser ajustado sistematicamente para que o início do ano corresponda sempre a uma lua nova.


Calendário solar:  o  ano solar leva em conta o tempo gasto pela Terra para dar uma volta completa ao redor do Sol  (Movimento de translação). Um ano solar tem  365 dias , 5 horas, 48 Minutos e 46 segundos. Os 365 dias são divididos em 12 meses a soma de 6 horas (arredondamento de 5h48m46s) que sobram de um ano resulta em um ano bissexto a  cada quatro anos (6 Horas x 4 = 24 horas, ou seja um dia a mais no mês de fevereiro).


Calendário lunissolar:  baseia-se nos movimentos do sol e da lua. Procura harmonizar a duração do ano solar com os ciclos mensais da lua através de ajustamentos periódicos.

Calendários da humanidade:

Calendário Cristão:  tem origem em um antigo calendário romano, substituído pelo Calendário Juliano e depois substituído pelo Calendário Gregoriano, promulgado pelo  papa Gregório XIII, em 24 de fevereiro de 1582. Segue o ano solar, com 365 dias, 5 horas  e 49 Minutos, divididos em 12 Meses. De quatro em quatro anos é acrescentado um dia em fevereiro (ano bissexto). Os meses são divididos em semanas (uma semana tem 7 dias). 

Meses cristãos: 
01 - Janeiro - 31 dias
02 - Fevereiro - 28 dias (29 em Anos bissextos)
03 - Marco - 31 dias
04 - Abril - 30 dias
05 - Maio - 31 dias
06 - Junho - 30 dias
07 - Julho - 31 dias
08 - Agosto - 31 dias
09 - Setembro - 30 dias
10 - Outubro - 31 dias
11 - Novembro - 30 dias
12 - dezembro - 31 dias

Calendário Judaico:  começa em 7 de outubro do ano 3760 a.C, que para os judeus é a data da criação do mundo. O ano 1989 corresponde portanto ao ano 5740 dos judeus (3760 + 1980 = 5740). É um calendário lunissolar, o mês com duração de 29 ou 30 dias, 12 meses juntos formam um ano, com um total de 353, 354 ou 355 dias. Algumas datas importantes no calendário estão relacionadas com as estações do ano, estabeleceu-se um ciclo que faz com que a cada 19 anos existam 7 anos com um mês extra, desse modo os meses se mantêm bastante fixos em suas estações e concilia-se assim as diferenças entre o movimentos aparentes do Sol e da Lua. 


Meses Judaicos:
01 - Nissan - 30 dias (Março - Abril)
02 - Iyar - 29 dias (Abril - Maio)
03 - Sivan - 30 dias (Maio - Junho)
04 - Tamuz - 29 dias (Junho - Julho)
05 - Av - 30 dias (Julho - Agosto)
06 - Elul - 29 dias (Agosto - Setembro)
07 - Tishrei - 30 dias (Setembro - Outubro)
08 - Heshvan - 29/30 dias (Outubro - Novembro)
09 - Kislev - 30/29 dias (Novembro - Dezembro)
10 - Tevet - 29 dias (Dezembro - Janeiro)
11 - Shevat - 30 dias (Janeiro - Fevereiro)
12 - Adar - 29/30 dias (Fevereiro - Março)
13 - Adar II - 29 dias (Março - Abril)

Calendário Hindu: segue as fases da lua, cada mês começa junto com a lua nova. Os anos têm 12 meses com 29 dias e meio, totalizando 354 dias. As datas das comemorações andam 11 dias para trás a cada ano, com a adição de um mês extra a cada três anos. O ano é dividido em seis estações e duas metades. Os hindus consultam o calendário para decidir quando cada data especial será celebrada.



Meses hindus:
Nomes dos 12 meses do Calendário Civis indiana e Correlação com o Calendário cristão:
Chaitra (30/31 * Dias) comeca 22 de março / 21 *
Vaisakha (31 dias) comeca 21 de abril
Jyaistha (31 dias) comeca 22 de maio
Asadha (31 dias) comeca 22 de junho
Shravana (31 dias) comeca 23 de julho
Bhadra (31 dias) comeca 23 de agosto
Asvina (30 Dias) comeca 23 de setembro
Kartika (30 Dias) comeca 23 de outubro
Agrahayana (30 Dias) comeca 22 de novembro
Pausa (30 Dias) comeca 22 de dezembro
Magha (30 Dias) comeca 21 de janeiro
Phalguna (30 Dias) comeca 20 de fevereiro
* Os Anos bissextos
Nomes dos sete dias da semana Hindu:
Raviãra: Domingo (dia do Sol)
Somavãra: segunda-feira (dia da Lua)
Mañgalvã: terça-feira (dia de Marte)
Budhavãra: quarta-feira (dia de Mercúrio)
Guruvãra: quinta-feira (dia de Júpiter)
Sukravãra: sexta-feira (dia de Vênus)
Sanivãra: Sábado (dia de Saturno

Calendário Muçulmano: é um calendário lunar e inicia com a Hégira (fuga de Maomé de Meca para Medina). É composto por doze meses de 29 ou 30 dias ao longo de um ano com 354 ou 355 dias. O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. Tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar. Os meses islâmicos retrocedem a cada ano que passa em relação aos calendários baseados no ano solar. O ano atual para os islâmicos é o de 1436 (15 de novembro de 2014 a 4 de novembro de 2015). Normalmente, a notação utilizada é AH 1436, do latim Anno Hegirae ("Ano da Hégira"), similar à notação cristã AD.

Meses  islâmicos:
1º Muharram (Mês sagrado) - 30 dias
2º Safar (Mês da partida - viagem) - 29 dias
3º Rabi' al-Awwal (1º mês da Primavera) - 30 dias
4º Rabi' al-Thaani (2º mês da Primavera) - 29 dias
5º Jumada al-Awwal (1º mês da seca) - 30 dias
6º Jumada al-Thaani (2º mês da seca) - 29 dias
7º Rajab (Mês do respeito e da abstinência) - 30 dias
8º Sha'bán (Mês da germinação) - 29 dias
9º Ramadhán (Mês do grande calor) - 30 dias
10º Shawwál (Mês do acasalamento dos animais) - 29 dias
11º Thu al-Qa'dah (Mês do descanso) - 30 dias
12º Thu al-Hijjah (Mês da peregrinação) - 29 dias

Calendário Chinês:origem com o mítico Imperador Amarelo (Huangdi). O calendário sofreu algumas alterações sendo que as mais significativas foram feitas pelo imperador Wu, da dinastia Han. O calendário chinês combina o ciclo solar com os ciclos lunares, sendo, portanto, lunissolar. Cada ano apresenta 12 lunações, 354 dias ( a cada oito ano são acrescentados nove dias ao calendário). A cada 12 anos completa-se um ciclo, dentro do qual cada ano recebe o nome de um dos 12 animais correspondentes ao horóscopo chinês: rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro, macaco, galo, cão e porco. Desde 18 de fevereiro de 2015, estamos no ano 4713 do calendário chinês, o ano da Cabra.

Ciclo Chinês:
01 - Zi (Rato)
02 - Chou (Boi)
03 - Yin (Tigre)
04 - Mao (Coelho)
05 - Chen (Dragão)
06 - Si (Serpente)
07 - Wu (Cavalo)
08 - Wei (Carneiro)
09 - Shen (Macaco)
10 - rápido Você (Galo)
11 - Xu (Cachorro)
12 - Hai (Porco

Periodização histórica: 

A divisão da história tem mais um caráter didático do que histórico por que leva em conta apenas a civilização ocidental. A primeira grande divisão histórica seria o surgimento da escrita como  marco inicial da história, o que teria acontecido anteriormente não seria história. A história propriamente dita dividiria-se em quatro grandes períodos.
Pré-História - origem do Homem - 4000 aC

- Paleolítico (até 10.000 aC): o homem vivia da caça e da coleta (dividida coletivamente),  era nômade (não tinha habitação fixa)
- Neolítico (10,000-4,000 aC): domesticação de animais e plantas, o homem tornou-se sedentário (habitação fixa).
1) Idade Antiga - do surgimento da escrita (3500 aC) até a queda do Império Romano Ocidental (476)



Abrange civilizações orientais principalmente as desenvolvidas na "Zona do Crescente Fértil" como Egito, Palestina, Mesopotâmia, Irã e Fenícia; e as civilizações clássicas Grécia e Roma.
2) Idade Média - queda do Império Romano Ocidental (476) até a queda do Império Romano Oriental (1453).


O Espaço é composto de dez Séculos decorridos entre a queda do Império Romano do Ocidente e a queda do Império Romano do Oriente em 1453 (Tomada de Constantinopla). Período caracterizado pelo feudalismo.
3) Idade Moderna - queda do Império Romano Oriental (1453) até a Revolução Francesa (1789).



Abrange, entre outros acontecimentos, a invenção da imprensa, os descobrimentos marítimos, renascimento até a Revolução Francesa. 
4) Idade Contemporânea -  Revolução Francesa (1789) até os dias atuais.



Abrange, entre outros acontecimentos, avanços tecnológicos, conflitos de grandes proporções, guerra fria (capitalismo X socialismo) e segue até os dias atuais.

Nem todos os historiadores concordam com a periodização tradicional da história. Isto por que a divisão da história em períodos não é precisa já que a história não é uniforme, além disto ela privilegia apenas alguns acontecimentos da civilização ocidental.   Existem outras propostas de divisões da história inspiradas, por exemplo, o enfoque Econômico (modo de produção), tecnológico-científica ...

O estudo da história: 

Historiografia é o estudo crítico da história, leva em conta os diferentes conceitos de espaço e ritmo. O Passado histórico não deve ser apresentado de maneira única, como uma verdade absoluta. O historiador não é  neutro, imparcial e isolado de sua época. Além disto o trabalho do historiador reflete a sua concepção da história e a corrente histórica que ele segue para reconstruir e analisar o passado. Não existe uma concepção única para analisar a história existem várias concepções e teorias para entender o passado. As principais correntes históricas são o Positivismo, o Materialismo Histórico, a Escola dos Annales, Nova Historia e a Microhistória.


Positivismo:  é uma corrente filosófica que surgiu na França no começo do século XIX que ganhou força na Europa na metade do século XIX e começo do século XX (quando chega ao Brasil).  O positivismo elaborado por Augusto Comte defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro, ou seja uma teoria só é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos (analisa apenas os documentos oficiais e descarta crenças, superstição ou qualquer fonte que não possa ser comprovado). Para eles, o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos. Influenciou a literatura, no Brasil, por exemplo, os escritores naturalistas como Aluísio de Azevedo e Raul Pompéia. A frase “Ordem e Progresso” que encontramos na bandeira brasileira é de inspiração positivista.


Materialismo histórico:explicar as mudanças e o desenvolvimento da história, utilizando-se de fatores práticos, tecnológicos (materiais) e o modo de produção. Para o materialismo histórico, as mudanças tecnológicas e do modo de produção são os dois fatores principais de mudança social, política e jurídica. Durante o período de 1818 a 1883, Friedrich Engels e Karl Marx elaboraram a teoria do materialismo histórico – embora ela não fosse assim por eles chamada. O desenvolvimento desta teoria esta também presente na história da sociologia e antropologia.



Escola dos Annales: foi um movimento historiográfico que surgiu na França em torno da revista "Annales d'histoire économique et sociale", criada por Marc Bloch e Lucien Febvre em 1929. Incorpora métodos das ciências sociais ao estudo da história. Na verdade rompe com a compartimentação das Ciências Sociais (História, Sociologia, Psicologia, Economia, Geografia) privilegiando métodos pluridisciplinares.


Nova História:  terceira geração da "Escola dos Annales" surge em 1970 na França.  Seu nome derivou da publicação da obra "Fazer a História" organizada pelos historiógrafos Jacques Le Goff e Pierre Nora. São analisados globalmente os fenômenos de longa duração, os grandes conjuntos coerentes na sua organização social e econômica e articulados por um sistema de representações homogêneo. Propõe que se estabeleça uma história das estruturas mentais das sociedades ou seja a história estaria ligada ao pensamento da sociedade em determinado período. O papel do historiador seria a análise e a interpretação racional dos dados. 

  

Microhistoria:  surgir com a Publicação da Coleção "Microstorie" de Carlo Ginzburg e Giovanni Levi entre 1981 e 1988 na Itália. Sua proposta é uma extrema delimitação do tema por parte do historiador, em tempo e espaço. Giovanni Levi conceitua a Micro história como um “zoom” de uma câmera fotográfica. O pesquisador deve observar esse pequeno espaço ampliado, mas levando em conta toda a paisagem que não foi ampliada.



Referências:
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-origem-dos-nomes-dos-meses
http://www.historiadomundo.com.br/francesa/revolucao-francesa.htm
http://www.samael.org/idiomas/espanol/paginas/5_respondiendo_inquietudes/4-Sobre-la-
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/positivismo.htm
http://colegioprofessores.com.br/classes/
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/calendarios/calendario-muculmano.php
http://www.coladaweb.com/curiosidades/os-diferentes-tipos-de-calendarios
http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/outros-calendarios-chines-maia-
http://www.infoescola.com/historia/teoria-da-historia/
http://www.bussolaescolar.com.br/historia_geral/periodizacao_da_historia.htm
http://conviteahistoria.webnode.com.br/ahistoria/as-fontes-historicas/
http://www.klickeducacao.com.br/bcoresp/bcorespmostra/0,5991,POR-4548-h,00.html
http://www.sohistoria.com.br/ef2/tempo/
http://conceito.de/historia
http://www.significados.com.br/historia/
https://www.algosobre.com.br/historia/introducao-ao-estudos-historicos.html