sexta-feira, 17 de junho de 2016

Pré história americana e brasileira

Chegada do homem a América

A  única espécie humana que existiu na América foi o homo sapiens. Isso significa que o homem moderno migrou para o nosso continente depois de ter se desenvolvido na África, na Ásia e na Europa.

Principais teorias sobre a ocupação da América
Teoria Clóvis
Teoria da chegada pelo mar
Teoria das diversas ondas migratórias para a América.

Teoria Clóvis
Na década  de 1930 foram  descobertos artefatos  de pedra entre 15 mil e 12 mil anos  atrás  perto  da cidade  de  Clóvis,  no estado do Novo  México,  nos Estados Unidos.  Os povos  da "Cultura Clóvis" possuíam  traços  físicos  semelhantes  aos  das  populações  asiáticas,  eram  caçadores  e produziam ferramentas de pedra. Teriam vindo da Ásia para a América através do Estreito de Bering (emersa em conseqüência  da  diminuição  do  nível  marinho  produzida  pela  última glaciação) e se espalhado a partir da América do Norte até atingir a América do Sul.




Teoria da chegada pelo mar
A partir do ano de 1970, novas descobertas arqueológicas em outras regiões da América, como em Monte Verve no Chile, Aguazuque e Tequendama na Colômbia, Taima-taima na Venezuela e Lagoa Santa em Minas Gerais, no Brasil, indicam ocupações anteriores a cultura de Clóvis, que chegavam até 14.500 anos atrás (artefatos de pedra com técnicas mais simples que os da Teoria Clóvis). Os restos humanos desses sítios revelam características físicas parecidas com populações da Oceania e da África. O homem teria chegado a América pelo mar, vindo da Oceania e de Ilhas do Oceano Pacífico.


Teoria das diversas ondas migratórias para a América
A terceira teoria é defendida pelo antropólogo e arqueólogo brasileiro Walter Neves, que defende que houve diversas ondas migratórias para a América, ocorridas em datas diferenciadas e compostas por grupos oriundos tanto da Ásia através do Estreito de Bering, quanto da Oceania e da África em migrações pelo Pacífico ou pelo Atlântico.


Pré -história da América
O continente americano estava na pré-história (com diferentes graus de evolução cultural) quando se iniciou  a  conquista  européia,  fora  os  maias  e  os  astecas   nenhum  outro  povo  ameríndio  tinha elaborado uma história escrita. A pré-história americana apresenta algumas  peculiaridades derivadas das condições naturais e climáticas.
Em algumas zonas do México, da América Central e dos  Andes  centrais  e  setentrionais,  começou, entre 5000 e 4000 a.C., um processo de neolitização.  Caracterizou-se  pelo  aparecimento  de  várias fases: formas sistemáticas de coleta de  vegetais;  sedentarização  e  urbanismo  incipiente;  cerâmica, cestaria, tecidos e, finalmente, artefatos de pedra do tipo microlítico e adaptados à economia agrícola (almofarizes,  mãos  de  pilão),  aproveitamento  das  espécies   vegetais   autóctones  (milho,   batata, abóbora, cacau, mandioca, girassol etc.),  empregavam diversas técnicas agrícolas (irrigação, cultivo em  terraços  escalonados,  fertilização),  desenvolvimento  da  criação  de  gado,  o cão, a lhama ou a alpaca.  

A zona meso-americana (México e América Central), desenvolvimento da agricultura, segundo mostram as escavações realizadas em Tamaulipas e no vale de Tehuacán (México), onde foi possível estabelecer uma sucessão cronológica a partir do conjunto de utensílios e da evolução e seleção das plantas cultivadas (fases de Coxcatlán, Abejas, Purrón, Coatepec).



Na zona andina (do Equador ao centro do Chile, incluindo parte do Peru e da Bolívia), a evolução foi mais lenta por causa do isolamento entre os vales e entre o litoral e a cordilheira;  o desenvolvimento da agricultura e da sociedade urbana constituiu o ponto de partida para o florescimento das grandes culturas e civilizações que se sucederam do segundo milênio antes da era cristã até a conquista espanhola. Os povos que ocuparam o México e Peru, organizaram Estados, hierarquia de classes sociais, organização pública de serviços, clero profissional e especialistas de todos os trabalhos, desde manufatura até comércio, administração e governo.


As tribos das áreas desérticas, frias (como os esquimós) e regiões que não estimulavam o extrativismo e a agricultura, praticavam a caça e a coleta de recursos naturais. No oeste dos Estados Unidos e no México, a tradição do deserto, da qual deriva a cultura cochise  esta última, desenvolvida a partir de 6000 a.C., fundamentada na caça menor e na coleta, apresenta vestígios do paleolítico inferior (artefatos líticos). No sudoeste norte-americano, como continuação da tradição do deserto e da cultura cochise, as culturas hohokan, mogollon e anasazi (pueblo),  substituíram progressivamente a atividade caçadora e coletora por uma economia de tipo agrícola, com cerâmica e construções arquitetônicas. A partir dessa zona, a agricultura se estendeu para o leste, onde se destacam as culturas old copper (nos Grandes Lagos) e Adena (Ohio), conhecedoras de uma metalurgia rústica do cobre, e mais tarde a Hopewell (Illinois), com grandes povoados.


No sul da América destacam-se os povos caraíbas, tupis e guaranis, dos planaltos e planícies do Amazonas e do Orinoco (com grandes ocas comunitárias), além dos araucanos do Chile (norte e centro) e dos pampas norte-ocidentais da Argentina, cuja cultura se beneficiou do contato com a área andina. Na floresta Amazônica, nasceu uma civilização nas margens de rios, alimentando-se de peixes, tartarugas e do cultivo da mandioca brava. vários povos se mantiveram num.  Índios do planalto brasileiro e das selvas amazônicas  mantiveram  um estágio cultural primitivo com armas fabricadas com bambu, espinhos ou madeira e a coleta de moluscos, como atestam os depósitos de conchas (sambaquis) encontrados em diversas zonas litorâneas.




Pré-história Brasileira


Os povos que viviam no território brasileiro antes da chegada dos portugueses não deixaram registros escrito por isto para reconstruir este período utilizam-se restos de artefatos, pinturas rupestres e os sambaquis. O pesquisador dinamarquês Peter Wilhelm Lund, na região de Lagoa Santa (MG) desenvolveu uma série de escavações, entre 1834 e 1880 onde encontrou vários vestígios dos paleoíndios (até hoje continuam escavando esqueletos e registros). Entre 1880 e 1900 outro grupo de pesquisadores fez escavações na Amazônia, oferecendo descobertas para o estudo do passado brasileiro. A partir daí, a arqueologia se espalhou pelo território do Brasil, promovendo pesquisas e escavações em diversas regiões.


Ocupação do território
Os homens pré-históricos brasileiros são os ancestrais dos índios que habitam até hoje nosso país. O Brasil teria sido ocupado há 60 mil anos e as correntes migratórias teriam feito com que o território fosse ocupado por diferentes comunidades há 12 mil anos. O fóssil humano mais antigo que se tem registro no Brasil e da América é de Luzia, encontrada na região de Lagoa Santa (MG). Entre 12 mil e 4 mil anos atrás, houve outra fase de ocupação humana no Brasil. É um período que passou por grandes alterações climáticas, inicio da prática da agricultura e fornece muitos vestígios da vida humana espalhados por todo o território nacional. Entre 4 mil anos atrás e a chegada de Pedro Álvares Cabral, registra-se uma agricultura difundida e o uso da cerâmica (já era utilizada anteriormente na região amazônica). Os arqueólogos dividem a ocupação da Amazônia em períodos diferentes considerando um pré-cerâmico (entre 12 mil e 3 mil anos atrás), um período cerâmico incipiente (entre 3 mil e mil anos antes de Cristo) e um período de cacicados completos (entre mil antes de Cristo e a chegada dos portugueses).


Vestígios 
Existem atualmente vários sítios arqueológicos pré-históricos sendo estudados no Brasil. Destaque para os que ficam no interior do Piauí, na região de São Raimundo Nonato. Pesquisas coordenadas pela arqueóloga Niède Guidon, encontraram ossos de animais pré-históricos, artefatos de cerâmica, fragmentos de fogueira, machados de pedra e pinturas rupestres.



Destaque também para o sítio arqueológico da Caverna da Pedra Pintada, no município de Monte Alegre (margem do rio Amazonas). Pesquisas realizadas na década de 1990 revelaram através dos vestígios de fogueiras, pedaços de objetos de cerâmica, pinturas rupestre e pontas de lanças de pedra a vida de grupos humanos pré-históricos que habitaram a região por volta de 11 mil anos atrás.



Os sambaquis: formados durantes milhares de anos, através do acúmulo de conchas e resíduos descartados pelos homens. Entre uma camada e outra de conchas, encontram-se artefatos, ossos e diversos tipos de objetos pré-históricos de diferentes grupos humanos que habitaram uma mesma região.



Regiões habitadas
Os homens da Pré-história espalharam-se por diversas áreas do território brasileiro. As descobertas arqueológicas apontam para grupos humanos que viveram em regiões da Amazônia, Piauí, litoral (principalmente dos estados de SP, SC, RJ e ES), região de Lagoa Santa (interior de Minas Gerais).

A vida do homem pré-histórico no Brasil
Com base nas descobertas arqueológicas e estudos realizados, podemos ter uma ideia sobre como era a vida neste período no Brasil:
- Viviam da caça, pesca e coleta de frutos,  na região litorânea  comiam também frutos do mar. Para caçar usavam machados e lanças de madeira com pontas de pedra afiadas. 
- Usavam o fogo para cozinhar alimentos e para se protegerem dos animais.
- Nas regiões interiores habitavam cavernas, no litoral brasileiro fabricavam cabanas de madeira e palha.
- Fabricavam recipientes de cerâmica para armazenar grãos e água.
- Faziam pinturas rupestres (em paredes de cavernas) com sangue de animais, carvão e minerais misturados em água. Representavam caça de animais, rituais, danças, contagem de objetos e outras atividades cotidianas. A arte rupestre é uma das principais fontes de pesquisa da Pré-história no Brasil.
- Viviam em grupos (grandes famílias) com divisão de tarefas entre homens e mulheres. Os homens se dedicavam à caça, pesca e proteção do grupo e as mulheres cuidavam das crianças e preparavam o alimento.
- Algumas comunidades enterravam os mortos próximos aos locais onde moravam e praticavam  rituais funerários (ligados à morte).
- Em função das dificuldades da vida, doenças, ataques de animais e péssimas condições de higiene, as pessoas viviam pouco (expectativa de vida entre 25 e 30 anos).
- Preferiam regiões próximas a rios e lagos devido a facilidade para obter água.

Referências:
http://www.suapesquisa.com/prehistoria/pre_historia_brasil.htm
http://www.lagoasanta.com.br/homem/0810m000.jpg
http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/pre-historia-brasileira/
http://cdn.c.photoshelter.com/img-get2/I0000e1wcYiFT444/fit=1000x750/01d0307-4092.jpg
http://www.coladaweb.com/historia/pre-historia-da-america
http://s2.glbimg.com/5ykPGF01_GodU1XO5jtdXQQa4wg=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/06/03/dsc00944.jpg
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/como-homem-chegou-america.htm
http://www.estudopratico.com.br/chegada-do-homem-na-america/